O Crescimento Raquítico e a Competitividade

Postado por Tharcisio Souza Santos em agosto 10, 2014

A visão dos diferentes analistas econômicos sobre a conjuntura, expressa nos boletins Focus do Banco Central, vem mostrando uma continuada redução das expectativas de crescimento econômico em 2014.
Assim, de uma previsão mais otimista no início do ano, o mercado evoluiu para uma visão crescentemente mais pessimista, na medida em que o primeiro semestre avançava, até atingir uma expectativa abaixo de 1% ao ano nas ultimas semanas.
Entendemos que esse pessimismo é consequência direta da falta de competitividade da economia brasileira, que – em consequência da falta de um foco nas reformas necessárias – perdeu seu rumo.
Neste nosso comentário semanal, vamos analisar a questão da educação, instrumento essencial para a retomada da competitividade através dos incrementos de produtividade do trabalho.
Quando se consulta a análise da OCDE sobre a parcela da educação que tem curso superior, verifica-se que o país registra formação superior em parcela equivalente a 12% da população situada entre 25 e 64 anos, enquanto a Coréia do Sul, por exemplo, mostra um contingente de 40%, o Japão e Israel o equivalente a 46% e a média dos países da Europa de Leste se acha bem acima do nível brasileiro.
Pior do que isso é verificar que, entre as décadas de 1970 e a primeira década do século XXI, nosso incremento em educação superior para essa ampla faixa etária não passou de 4%, contra os 51% registrados pela Coréia do Sul.
A comparação se justifica, na medida em que o país asiático exibia um desempenho econômico muito modesto no início da década de 1970, tendo realizado um gigantesco avanço no período subsequente. Enquanto isso, o Brasil não se aplicou adequadamente, mostrando uma evolução pífia.
Essa é certamente uma das razões a explicar nosso fraco desempenho econômico. Mas, infelizmente, há mais… Problemas com a estrutura tributária, a infraestrutura econômica, questões fiscais, excesso de burocracia e muito mais. Voltaremos ao assunto na sequência.

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