Cenário Complicado

Postado por Tharcisio Souza Santos em abril 1, 2013

Com as questões fiscais da União Européia ocupando um espaço considerável e o processo de retomada do crescimento econômico ainda incipiente nos Estados Unidos, fica complicado fazer previsões sobre o desempenho da economia brasileira em 2013.
O Brasil iniciou o atual período governamental com a grande possibilidade de atingir uma posição de destaque entre as sociedades mais desenvolvidas. Neste sentido, a administração procurou atacar um programa de cinco pontos mínimos:
a. Redução da burocracia e reforma do Estado;
b. Redução dos Custos do Capital, com juros mais baixos;
c. Crédito mais abundante e mais fácil;
d. Forte apoio à inovação tecnológica; e,
e. Menor carga tributária.
Há riscos que precisam ser superados: a retomada de um patamar mais elevado de inflação, a incapacidade de acelerar a indústria brasileira, que está sendo objeto de uma competição feroz no mercado interno, os reduzidos resultados apresentados pelos investimentos em inovação e em educação, e a urgente necessidade de reduzir a carga tributária, para que a economia possa respirar um pouco melhor.
Com todos esses problemas, é de se esperar a inflação ao redor dos 6% ao ano, com o crescimento do produto limitado, na melhor das hipóteses, a 3% sem modificações no nível do emprego. Existem, contudo, grandes incógnitas: como o sistema financeiro enfrentará o cenário de redução dos juros, ainda que eventualmente eles venham a subir, ao mesmo tempo em que serão implementadas as medidas mais restritivas do Basiléia III, e como a indústria nacional irá superar seus agudos problemas de competitividade.

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